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Home Empreendedorismo

Produzir no exterior pode ampliar competitividade de empresas brasileiras, defende Leandro Monteiro

by Redação
02/09/2026
in Empreendedorismo, Economia, Importação
Produzir no exterior pode ampliar competitividade de empresas brasileiras, defende Leandro Monteiro
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Presidente do Clube de Negócios LMA aponta custos tributários, energia e encargos trabalhistas como obstáculos à fabricação nacional e destaca oportunidades no mercado árabe

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A busca por preços competitivos no mercado internacional exige que empresários brasileiros reavaliem onde e como fabricar seus produtos. Essa é a avaliação de Leandro Monteiro, presidente do Clube de Negócios LMA, que defende a produção no exterior como uma alternativa para empresas pressionadas pelos custos de operação no Brasil.

Em sua análise, Monteiro aponta a combinação de tributos, despesas com energia elétrica e encargos trabalhistas como um dos principais desafios da indústria nacional. Para o empresário, esses fatores comprometem as margens de lucro e dificultam a disputa com fabricantes de outros países.

A proposta é considerar centros industriais como China, Índia e Estados Unidos na estruturação de negócios voltados à exportação, especialmente para compradores dos países árabes.

Custos de produção no centro do debate

A tributação ocupa posição central no diagnóstico apresentado por Monteiro. Segundo sua avaliação, os impostos que incidem sobre a atividade industrial aumentam a pressão sobre os preços e reduzem o espaço das empresas para investir e competir.

O custo da eletricidade é outro ponto destacado. Em atividades que dependem de grande consumo energético, essa despesa pode influenciar diretamente a viabilidade da produção. Na análise do empresário, o peso da conta de energia também limita os recursos disponíveis para modernização de equipamentos e inovação.

As despesas relacionadas à contratação e à manutenção de equipes completam o cenário descrito. Monteiro argumenta que os custos associados à folha de pagamento precisam ser considerados na avaliação da capacidade de expansão de uma fábrica.

O efeito combinado dessas despesas, em sua visão, leva parte dos empreendedores a buscar outras formas de organizar a produção.

Fabricação internacional como estratégia

Monteiro apresenta a fabricação no exterior como um caminho para reduzir custos e ampliar o alcance comercial de empresas brasileiras. China, Índia e Estados Unidos são citados como possibilidades a serem consideradas nessa estratégia.

A proposta consiste em aproveitar estruturas produtivas de outros países para desenvolver mercadorias destinadas ao comércio internacional. Nesse modelo, a escolha do local de fabricação passa a integrar o planejamento do negócio, ao lado da definição do produto e do público consumidor.

A comparação entre destinos, contudo, exige considerar as características de cada operação. Custos de fabricação, transporte, qualidade, prazos e acesso ao mercado comprador influenciam o resultado. A vantagem econômica depende dessa combinação, e não apenas do preço obtido na fábrica.

Mercado árabe como destino comercial

Os países árabes ocupam lugar de destaque na estratégia defendida pelo presidente do Clube de Negócios LMA. Monteiro vê na região uma possibilidade de expansão para empreendedores interessados em oferecer produtos com preços competitivos e padrões de qualidade adequados aos compradores.

Em sua avaliação, fabricar em centros industriais internacionais pode ajudar empresas brasileiras a estruturar uma oferta direcionada a esses mercados. A proposta envolve conectar a capacidade produtiva de fornecedores estrangeiros às oportunidades comerciais identificadas na região.

Para Monteiro, a competitividade também depende da disposição dos empresários para reorganizar suas operações. Sua análise defende que, além de acompanhar mudanças no ambiente de negócios brasileiro, as empresas avaliem alternativas internacionais capazes de sustentar seus planos de crescimento.

Tags: importação da ChinaLeandro Monteiro
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